Quintanilha


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Para melhorar a saúde, poesia em pequenas doses diárias.


Por Mário Quintana
Todos estes que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão.
Eu passarinho!

O Peso da Realidade


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Queridos, estou com uma crise de sinusite bem severa. Perdoem-me a ausência.



A obra é do pintor surrealista Salvador Dalí.

O Bosque Encantado de Amós Oz


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Já falamos sobre o escritor Amós Oz neste post. Hoje vamos apresentar o romance De repente, nas profundezas do bosque, que foi escrito para o público infanto-juvenil. Não é, definitivamente, uma obra ingênua e pode ser lido por adultos sem qualquer prejuízo à qualidade da literatura. O enredo retrata uma aldeia onde não há qualquer animal e na qual as crianças estão proibidas de manter contato com um bosque vizinho. Mati e Maia resolvem transpor essa barreira e descobrir o que há, afinal, nas profundezas do bosque. Uma linda história para fazer refletir sobre termas como intolerância, discriminação e obscurantismo.




“Mati e Maia devoraram com os olhos aquelas maravilhas todas, e não conseguiam desviar o olhar, fascinados com os crocodilos e suas couraças quadriculadas na margem da piscina, com os macacos, esquilos, papagaios em festa, a fazer travessuras entre os galhos das árvores que ofereciam beleza, e das árvores que ofereciam frutos. E o bater de asas dos pardais e o arrulhar dos pombos difundiam uma suavidade por toda a extensão do jardim, nos riachos, nos prados, nas copas das árvores, tudo estava envolto por uma cobertura profunda, quente e ampla tranquilidade, uma tranquilidade de outro mundo”. (OZ, Amós. De repente nas profundezas no bosque, pg. 95)

Pintura americana: as cores de Winslow Homer


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Winslow Homer nasceu em Boston, no ano de 1836, e faleceu em meados do século XX. Um de meus artistas favoritos, é autor de uma pintura leve, de matiz impressionista, capaz de nos levar a terras de sonho. Passou uma temporada de observação em Paris e recebeu influências de Manet e sua geração, o que pode ser percebido pela forma com que representa a luz natural em suas obras.



Uma constante na pintura de Homer são as atormentadas cenas marinhas, de um azul profundo muito bonito.


Balzaquianas: A Mulher e a Maturidade


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No romance A Mulher de Trinta Anos, Balzac nos conta a história de Julie d’Aiglemont, na passagem de sua adolescência à maturidade. O enredo começa com o nascimento do afeto de Julie por Victor, homem que se tornará o seu marido a contragosto do pai da moça, que anteviu um futuro sombrio para o casal. A Julie casada vai aprender a viver em sua condição de mulher, à sombra de um marido estúpido e vaidoso, que lhe cansará logo nos primeiros anos. É curioso perceber as estratégias utilizadas pela personagem – ainda que inconscientemente – para permanecer acreditando em seu ideal romântico de amor.




O escritor francês foi um grande construtor de personalidades femininas em suas histórias, sendo Julie uma das muitas referências desse universo histérico e voluntarioso criado por Balzac. Ler A Mulher de Trinta Anos, guardadas as devidas proporções, é como assistir a uma novela das oito: uma protagonista fadada a um casamento triste, um amor impossível, elementos tragicômicos, o conflito moral. Não posso dizer que me identifiquei com os dramas pessoais de Julie, mas com certeza me diverti muitíssimo lendo este que é um típico romance francês do século XIX. Não é o melhor Balzac (e tenho que concordar com o Berthier), mas é um livro bom de ser lido, especialmente para as leitoras.
 


“A condessa de Sérisy era uma daquelas mulheres que pretendem exercer uma espécie de domínio sobre a moda e sobre a sociedade em Paris; ela ditava decretos que, recebidos no círculo em que reinava, pareciam-lhes adorados universalmente; tinha uma pretensão de dizer a última palavra; era soberanamente juíza” (BALZAC, Honoré. A Mulher de Trinta Anos. São Paulo: Estação Liberdade, 2000, pg. 67)

Preto e Branco de Chuva: Doisneau


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Hoje o dia em Fortaleza amanheceu com uma chuva muito forte e agora o vento está fresco, o céu sem sol, só um ar úmido que deixa a tarde mais lenta e melancólica, mas uma melancolia boa de dia chuvoso.  Em homenagem a esse sentimento deixo a fotografia do francês Robert Doisneau, que retratou um mundo mais leve que o nosso.




Boa quarta-feira para os que amam e para os que querem amar.


Solidão e Ausência em Drummond


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A solidão não é ruim em si mesma, é apenas a companhia para aqueles que não temem o próprio reflexo no espelho.


Carlos Drummond de Andrade

Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.